A ficção literária serve pra quê? Ou quem tem medo de Elizabeth Costello?

Licia Kelmer Paranhos

Resumo


Este artigo investiga na obra de J.M.Coetzee - Elizabeth Costello (2003) - a maneira como sua produção ficcional instaura uma espécie de metaficção na qual são traçados não só uma reflexão sobre a arte em geral, mas o exercício do pensamento a partir da obra de arte em particular. A narrativa transita entre os campos da ficção e da filosofia e ressalta na estrutura do romance os conflitos entre a razão e a imaginação criadora. A questão da linguagem enquanto forma que viabiliza o difícil equilíbrio entre a ética e a estética é um importante projeto na arquitetura ficcional de Coetzee e uma chave de raciocínio importante para esta análise.

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