Da(r) hospitalidade...a quem?

Christian Otto Muniz Nienov

Resumo


Trata-se da relação entre a condição de estrangeiro e a questão da hospitalidade: como o estrangeiro torna-se bárbaro, e como a hospitalidade torna-se hostilidade; assim, o primeiro paradoxo da hospitalidade, sobre a língua (ou da tradutibilidade), aborda os três efeitos do choque entre as línguas estrangeira e vernácula, respectivamente o imperialismo, a aculturação e a ridicularização ou patologização do estranho - neste último caso, o medo do bárbaro pode se transfigurar em temor do próprio nativo -; depois, o segundo paradoxo da hospitalidade, sobre o nome (ou da propriedade), aborda os dois efeitos da exigência do nome, respectivamente a juridificação da existência, e o surgimento do bárbaro (correlato à extinção do estrangeiro) - neste último caso, o desafio não seria tornar o bárbaro estrangeiro, mediante domesticação ou docilidade, mas acolher o bárbaro, através da hospitalidade justa.

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